A amazonita é a variedade verde-azulada da microclina, um feldspato de potássio, e o quartzo rosa é a forma translúcida e rosada do quartzo, um dos minerais mais conhecidos da crosta terrestre. Juntas, as duas pedras dão forma a uma das esculturas mais marcantes da Prisma Cristais: três araras talhadas em quartzo rosa, com olhos e bico de obsidiana negra e papo de amazonita, pousadas sobre um bloco bruto de amazonita montado em base giratória.
Neste artigo, explicamos o que é a amazonita e de onde vem a sua cor, por que o quartzo rosa é rosa, o que a arara representa para diferentes povos das Américas e como usar uma escultura desse porte na decoração de casas e apartamentos em Nova Lima, na região sul de Belo Horizonte e em qualquer lugar do Brasil.
O que é amazonita
A amazonita é um feldspato de potássio, de fórmula KAlSi₃O₈, da espécie mineral microclina. Os feldspatos formam um dos grupos de minerais mais comuns das rochas da crosta terrestre, mas a versão verde-azulada é uma expressão rara dessa família. Cristais bem formados costumam aparecer em pegmatitos, veios e outras cavidades das rochas, e a cor, que vai do verde ao azul-esverdeado, muitas vezes é interrompida por estrias e inclusões brancas de quartzo ou de feldspato. Esses desenhos claros, visíveis no bloco da escultura, são uma das marcas da pedra natural.
Durante muito tempo, a origem dessa cor intrigou os mineralogistas. Em 1985, um estudo publicado no periódico American Mineralogist por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia mostrou que a cor da amazonita só se desenvolve em feldspatos de potássio que contêm, ao mesmo tempo, traços de chumbo e água presa na estrutura do cristal. A radiação transforma o chumbo em centros de cor e, para uma mesma quantidade de chumbo, a intensidade da cor acompanha a quantidade de água, até um certo limite. A pedra que se vê hoje é o registro dessa química muito específica.
Na escala de Mohs, a amazonita tem dureza de 6 a 6,5, um pouco abaixo do quartzo, e apresenta clivagem perfeita em duas direções, que se cruzam em ângulo próximo de 90 graus. O nome foi dado em 1847 pelo mineralogista alemão Johann Breithaupt, em referência ao rio Amazonas, de onde teriam vindo certas pedras verdes, embora seja duvidoso que a amazonita ocorra na região. As principais jazidas conhecidas ficam nos Estados Unidos, na Índia, em Madagascar, na Namíbia e no Brasil. E a pedra tem longa história como adorno: achados arqueológicos no Egito antigo e na Mesopotâmia mostram que ela é usada em joias há mais de três mil anos.
Por que o quartzo rosa é rosa
O quartzo é dióxido de silício (SiO₂) e, em estado puro, é incolor. O quartzo rosa maciço, usado em esculturas como esta, se forma em pegmatitos e veios, quando fluidos ricos em sílica cristalizam lentamente no interior da crosta terrestre. Um estudo publicado em 2001 no American Mineralogist mostrou de onde vem a sua cor: fibras microscópicas, com poucos décimos de micrômetro de espessura, de um borossilicato aparentado da dumortierita, espalhadas dentro do cristal.
São essas nanofibras que explicam a translucidez leitosa do quartzo rosa e o tom que nunca se repete de um bloco para outro. Com dureza 7 na escala de Mohs, o quartzo rosa é mais duro que a amazonita e, segundo o GIA, o Instituto Gemológico da América, é em geral estável à luz e ao calor. O Brasil está entre as fontes conhecidas de quartzo rosa maciço.
Obsidiana negra: o vidro dos vulcões
Os olhos e os bicos das três araras são de obsidiana, um vidro vulcânico natural que se forma quando a lava expelida por um vulcão esfria tão depressa que quase não há tempo para os cristais crescerem. Sem uma estrutura cristalina organizada, a obsidiana se parte em superfícies lisas e cortantes, o que fez dela matéria-prima de ferramentas e de espelhos por milhares de anos. Na escultura, o negro profundo e brilhante da obsidiana dá vida ao olhar das aves e contrasta com o rosa do quartzo e com o verde-azulado da amazonita. Sua dureza fica entre 5 e 6 na escala de Mohs.
O significado da arara
Poucas aves são tão ligadas à imagem do Brasil quanto a arara. Na natureza, ela vive em bando: entre as araras-azuis acompanhadas pelo Instituto Arara Azul, é comum encontrar grupos de 10 a 30 aves. Entre os 7 e os 9 anos de idade, a arara-azul atinge a maturidade e procura um parceiro, ao qual permanece fiel durante toda a vida. Não é por acaso que a imagem de um casal de araras costuma ser associada ao companheirismo e aos laços duradouros.
A relação entre as pessoas e as araras é antiga. Em Paquimé, sítio arqueológico no norte do México que floresceu há mais de cinco séculos, arqueólogos encontraram uma fileira de viveiros de araras no centro da antiga cidade, com fragmentos de cascas de ovos, esqueletos das aves e vestígios de poleiros de madeira. As araras-vermelhas, trazidas da Mesoamérica, eram criadas ali porque suas penas eram consideradas sagradas e importantes nos rituais.
No Brasil, as penas de arara têm lugar de destaque na arte plumária indígena, considerada uma das criações estéticas mais desenvolvidas pelos povos originários. Os Waiãpi confeccionavam cocares verticais em que se destacavam as grandes penas da cauda das araras, e para os Palikur as penas da cauda e das asas da arara-canga carregam grande poder e aparecem em muitos objetos. Três araras reunidas sobre o mesmo bloco de pedra evocam tudo isso ao mesmo tempo: o bando, a família e uma beleza que atravessou gerações.
Quartzo rosa e amazonita na tradição dos cristais
Na tradição popular dos cristais, o quartzo rosa é associado ao afeto e à serenidade, e por isso costuma ocupar salas de estar e espaços de convivência. A amazonita, por sua vez, é uma pedra de adorno com mais de três milênios de história. Mais do que atribuir propriedades às pedras, a escultura de araras aposta no que se vê: a harmonia entre o rosa, o verde-azulado e o negro, e o simbolismo de três aves que vivem juntas.
Como usar a escultura de araras na decoração
Com cerca de 64 centímetros de altura, 41 de largura e 24,4 quilos, a escultura de três araras é uma peça de escala arquitetônica. Ela pede um lugar de destaque, com espaço ao redor para ser vista de vários ângulos: aparadores e consoles em halls de entrada, mesas laterais robustas em salas de estar, bibliotecas e escritórios. A base giratória permite escolher qual das araras fica voltada para quem chega e mudar a composição sempre que o ambiente mudar.
Em casas de alto padrão em Nova Lima, como as dos condomínios Vale das Araras e Bosque do Jambreiro, a peça pode ocupar o hall de entrada ou um nicho iluminado na sala, ambientes em que uma escultura desse porte ganha protagonismo. Em apartamentos no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, funciona como ponto focal da sala de estar ou do hall social, dialogando com a arquitetura sem competir com ela.
A iluminação faz grande diferença. O quartzo rosa ganha profundidade com luz lateral ou de fundo, que atravessa o cristal e revela o relevo das penas, e o verde-azulado da amazonita se destaca com focos de luz quente, entre 2700 e 3000 K, que valorizam a cor sem alterá-la. Em volta, a paleta da peça harmoniza com madeira escura, travertino, mármore, linho e metais escovados, em projetos contemporâneos, tropicais ou clássicos. Para arquitetos e decoradores, é uma forma de trazer a fauna brasileira para projetos que valorizam materiais naturais.
Como cuidar de uma escultura de quartzo rosa e amazonita
Os cuidados são simples. No dia a dia, basta um pano macio e seco para tirar o pó. Produtos químicos, aparelhos de ultrassom e limpeza a vapor devem ser evitados: o GIA desaconselha ultrassom e vapor para o quartzo rosa, e a amazonita, por ser um feldspato com clivagem perfeita, pede o mesmo cuidado.
Por pesar 24,4 quilos, a escultura deve ficar sobre uma superfície firme e nivelada, longe de áreas de passagem intensa em que possa ser esbarrada. Para mudar a peça de lugar, o ideal é segurá-la pelo bloco de amazonita e pela base, nunca pelas araras. Com essas precauções, é uma peça feita para atravessar gerações.
Perguntas frequentes sobre amazonita, quartzo rosa e araras
O que é amazonita?
A amazonita é a variedade verde-azulada da microclina, um feldspato de potássio de fórmula KAlSi₃O₈. Tem dureza de 6 a 6,5 na escala de Mohs e aparece em pegmatitos e veios. As principais jazidas ficam nos Estados Unidos, na Índia, em Madagascar, na Namíbia e no Brasil.
De onde vem a cor da amazonita?
Segundo um estudo publicado no American Mineralogist em 1985, a cor surge em feldspatos de potássio que contêm traços de chumbo e água presa na estrutura do cristal, que a radiação transforma em centros de cor. Para a mesma quantidade de chumbo, quanto mais água, mais intensa a cor, até um certo limite.
Por que o quartzo rosa é rosa?
A cor vem de fibras microscópicas de um borossilicato aparentado da dumortierita, espalhadas dentro do cristal, como mostrou um estudo publicado no American Mineralogist em 2001. O quartzo rosa tem dureza 7 na escala de Mohs e é, em geral, estável à luz e ao calor.
O que a arara simboliza?
A arara vive em bando, e entre as araras-azuis os casais permanecem fiéis por toda a vida, o que a liga à ideia de companheirismo. Povos pré-hispânicos criavam araras por causa de suas penas, consideradas sagradas, e no Brasil elas têm lugar de destaque na arte plumária indígena.
Como usar uma escultura de araras na decoração?
Com 64 cm e 24,4 kg, a escultura funciona como ponto focal em aparadores, consoles e mesas laterais de halls, salas de estar, bibliotecas e escritórios. Luz lateral ou de fundo realça a translucidez do quartzo rosa, e focos de luz quente, entre 2700 e 3000 K, valorizam o verde-azulado da amazonita.
Onde encontrar escultura de araras em cristal em Nova Lima e BH?
A Prisma Cristais, com base em Nova Lima, tem a Escultura Três Araras em Quartzo Rosa sobre Amazonita na loja online e envia para Belo Horizonte, para todo o Brasil e para o exterior, com atendimento pelo WhatsApp (31) 98357-8406.
Conclusão
A escultura de três araras reúne, numa só peça, três pedras de origens muito diferentes: o quartzo rosa, cristalizado lentamente no interior da crosta; a amazonita, cuja cor depende de uma química rara de chumbo e água; e a obsidiana, nascida do resfriamento rápido da lava. Sobre elas, a forma de uma ave que acompanha os povos das Américas há séculos, vive em bando e, no caso das araras-azuis, forma casais que permanecem juntos por toda a vida.
Com base em Nova Lima, a Prisma Cristais apresenta esta peça única na loja online, com envio para Belo Horizonte, para todo o Brasil e para o exterior. Para quem procura uma escultura com história, presença e identidade brasileira, as três araras são um convite a olhar a natureza de perto.
Ver esta peça na Loja
A Escultura Três Araras em Quartzo Rosa sobre Amazonita está disponível na loja online da Prisma Cristais.
Fontes consultadas
- Hofmeister e Rossman, American Mineralogist, 1985 (cor da amazonita)
- Goreva e colaboradores, American Mineralogist, 2001 (cor do quartzo rosa)
- Geology.com (amazonita: ocorrência, dureza e clivagem)
- Wikipédia (amazonita: nome e jazidas)
- Wikipédia em inglês (amazonita na joalheria antiga)
- GIA (cuidados com o quartzo rosa)
- Wikipédia em inglês (obsidiana)
- Instituto Arara Azul (biologia da arara-azul)
- Wikipédia em inglês (Paquimé)
- Wikipédia (arte plumária indígena brasileira)